Há algum tempo atrás, após tomar a decisão de sair de um emprego (onde trabalhei 19 anos), sem quaisquer direitos, a primeira dificuldade com que me deparei foi com as despesas mensais e a solução que encontrei no momento foi recorrer ao cartão de credito, apesar de saber que esta não era a mais indicada a longo.
Eu tinha que arranjar soluções e então fui tirando formações financiadas pelo estado, sempre dava para pagar algumas contas.
Depois fui trabalhar para uma fábrica de embalamento de amostras de café e adorei. já para não falar que o ordenado era muito bom. O único senão é que este era um trabalho temporário. A empresa só trabalhava por volume de encomendas, ou seja, quando havia encomendas grandes, tínhamos trabalho, quando não havia, íamos para casa sem receber. Chegavamos ao ponto de ter contratos de 3 dias. Mas foi através desta empresa que consegui ir buscar os meus direitos, como receber o fundo de desemprego. Não era muito, mas permitia-me pagar as contas e sobreviver.
Estive pelo fundo de desemprego durante 3 anos e mais 1 pela rendimento social.
O centro de emprego não me chamava para entrevistas e das duas vezes que fui lá foi para apresentar a tal procura ativa de emprego.
Com o passar do tempo eu tinha noção que tinha que ter um trabalho mais estável. Trabalhei num takeaway, numa fábrica de conservas, num refeitório de uma escola, todos por curtos períodos de tempo e alguns deles nem me pagaram, mesmo com a insistência da minha parte.
Só quando o direito ao rendimento social terminou é que consegui encontrar o emprego estável e veio em boa hora. Com ele consegui pagar as minhas dividas, as minhas despesas e dormir descansada.
Ter um emprego ou outra fonte de rendimento é essencial para ter mais dinheiro na sua vida. E se puder guardar uma parte do seu ordenado para futuras eventualidades que possam surgir, conseguirá ter a cabeça descansada para procurar um novo emprego com tempo, sem pôr em causa a sua vida e a dos seus familiares.

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